O senador Cleitinho Azevedo, pré-candidato ao governo de Minas pelo Republicanos, reagiu com veemência nesta quinta-feira ao que chamou de campanhas de ataques na reta final do primeiro turno. Durante evento na Fecomércio de Minas, ele qualificou como inverídicas as alegações de que o uso de aeronaves em sua campanha poderia torná‑lo inelegível. Em tom direto, pediu que adversários suspendam as acusações e voltou a defender a regularidade de sua situação perante a Justiça Eleitoral.
Além de rebater as críticas, Cleitinho buscou transformar a hostilidade em argumento político: disse que os ataques provam o desespero de rivais e pediu que os candidatos de oposição se unam em torno de sua postulação para evitar o retorno de 'grupos políticos' que, segundo ele, governaram negativamente o estado no passado. O senador citou pesquisas que mostram um confronto provável com o candidato do PT, Patrus Ananias, no segundo turno, e usou esse cenário para justificar a chamada por aliança.
No campo das propostas, o candidato voltou a prometer redução do tamanho do Estado e corte de tributos, com destaque para a diminuição do IPVA. A mensagem foi dirigida ao setor comércio: segundo ele, o governo deve depender menos do Estado e mais da iniciativa privada. Cleitinho afirmou que montará uma equipe técnica e manterá diálogo frequente com empresários para ajustar regras e buscar competitividade, enquanto seu coordenador ressaltou compromisso com uma reforma do ICMS para igualar Minas a outros estados.
A pauta econômica foi acompanhada de propostas para segurança pública e infraestrutura. O senador defendeu maior uso de tecnologia — câmeras de monitoramento e integração eletrônica — além de valorização policial, e afirmou que pretende priorizar obras em estradas e energia para escoamento da produção agropecuária. Ele também criticou adversários por, em sua visão, copiarem iniciativas apresentadas por sua campanha, afirmando que isso comprova a relevância das suas ideias.
No plano eleitoral, Cleitinho afirmou que sua campanha tem sido financeiramente modesta, um argumento usado para contrastar sua suposta competitividade com o suposto gasto elevado de outros candidatos. Ele negou ter prometido cargos a partidos, segundo relato do aliado presente ao evento, e pediu humildade aos concorrentes para que deixem as disputas internas de lado e fechem um bloco capaz de disputar o segundo turno com o candidato apontado nas pesquisas.
Para o eleitor, as declarações trazem perguntas concretas: como seriam operacionalizados cortes no aparelho do Estado sem afetar serviços; qual o impacto real da redução do IPVA nas contas públicas estaduais; e qual o custo para ampliar monitoramento por câmeras. A campanha afirma eficiência e diálogo técnico, mas medidas envolvem escolha orçamentária e mudança de prioridades, temas que deverão ser detalhados e checados à medida que a disputa avança.