A vidente conhecida como Lene Sensitiva voltou a atrair atenção pública ao declarar, durante participação no programa Chupim da rádio Metropolitana FM, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será reeleito já no primeiro turno. O trecho do programa circulou com rapidez nas redes sociais, alimentando compartilhamentos e comentários. A própria atração apresentou a fala como uma previsão pessoal, distinta de levantamento estatístico ou pesquisa de intenção de voto.
Na conversa com os apresentadores, a sensitiva não usou termos técnicos: reafirmou uma visão que, segundo ela, não mudou desde aparições anteriores no mesmo programa. Em determinado momento do diálogo, afirmou que "Dificilmente que a gente vai pra um segundo turno, bem difícil" e sugeriu que a reeleição ocorreria na primeira etapa. Em outro trecho, trouxe menções sobre nomes ligados a lideranças políticas e disse que "Quem vai ser senadora é a Michelle. Aí vocês vão conhecer a Michelle de verdade, viu?"
Dificilmente que a gente vai pra um segundo turno, bem difícil
A repercussão se deu em um ambiente já sensível: pesquisas recentes sobre 2026, citadas pela imprensa, mostram Lula na liderança em cenários variados, mas apontam também sinais de desgaste quando se avalia um eventual segundo turno. Levantamentos distintos têm indicado que a vantagem no 2º turno pode diminuir, enquanto simulações com adversários específicos apresentam resultados variados. A declaração da vidente se soma, portanto, ao fluxo de narrativas que circulam antes do início formal da disputa.
Do ponto de vista prático, previsões como essa tendem a funcionar mais como conteúdo viral do que como termômetro confiável do eleitorado. Fragmentos virais em áudio ou vídeo criam sensação de certeza, mesmo quando não se baseiam em metodologia científica. Para campanhas, para meios de comunicação e para eleitores, a multiplicação desse tipo de afirmação pode alterar percepções sobre o equilíbrio da corrida — sem, porém, substituir o papel das pesquisas e dos indicadores concretos sobre intenção de voto.
Há, ainda, um aspecto institucional: veículos e programas têm responsabilidade na distinção entre opinião, entretenimento e informação empírica. No caso em análise, a própria apresentadora perguntou sobre novidades às vésperas do pleito e a sensitiva ofereceu uma leitura pessoal. Cabe às emissoras contextualizar previsões desse tipo, deixando claro ao público que elas não são projeções amparadas por dados, e cabem aos leitores separar relatos jornalísticos de palpites que circulam nas redes.
Continua o que eu falei. Em relação a presidente, continua igual, não mudou.
Enquanto a pré-campanha avança e as sondagens oficiais continuam sendo avaliadas por analistas, a fala de Lene Sensitiva segue circulando como peça de debate público e de entretenimento político. A frequência de suas participações no programa Chupim torna suas previsões recorrentes, mas não transforma uma visão pessoal em evidência eleitoral. Para quem acompanha a corrida, o caminho mais seguro continua sendo acompanhar pesquisas, decisões de alianças e movimentos formais de campanha — e ler esse tipo de previsão com o ceticismo adequado.